Ps: hahahahahahahahahahahahahaha, eu até hoje acho que Espirito Santo é um negão escravo chamado Espiritus Comedorius Santus… E não não vou para o inferno… Ainda…
Arquivo de novembro, 2009
É José…
Postado em Humor, Quadrinhos, Tiras e Afins, Variedades em 30 de novembro de 2009 por Luis Claudio Melo5 Melhores Pegadinhas com Comida
Postado em Humor, Piada Pronta, Variedades em 30 de novembro de 2009 por Luis Claudio MeloPs: LittleBlack as vezes pega pesado…
“Nem todas mulheres gostam de apanhar, só as normais”
Postado em Homem, Mulher, Variedades em 30 de novembro de 2009 por Luis Claudio MeloA Esbofeteada (Nelson Rodrigues)
Virou-se para as coleguinhas:
— Como meu namorado, eu confesso francamente: nunca vi! Tem um gênio! Que gênio!
Indagaram:
— Feroz?
E Ismênia:
— Se é feroz? Puxa! Precisa uns dez para segurar! – Olha para os lados e baixa a voz: — Vocês sabem o que é que ele fez comigo? Não sabem?
— Conta? Ah, conta!
Ismênia não queria outra coisa. Cercada de amigas interessadíssimas, resumiu o episódio:
— Foi o seguinte: ele cismou que eu tinha dado pelota para o Nemésio. E não conversou: me sentou a mão, direitinho!
— E tu?
Ergueu o rosto, feliz, envaidecida da bofetada:
— Eu vi estrelas!
Houve um silêncio e, ao mesmo tempo, um arrepio intenso naquelas meninas. Pareciam ter despeito, inveja, da agressão que a outra sofrera. Ismênia piscou o olho:
— Eu gosto de homem, homem. Escreveu, não leu, o pau comeu. Senão, não tem graça. Sou assim.
O Violento
Chamava-se Sinval, o namorado de Ismênia. À primeira vista, causava até má impressão. Faltava-lhe a base física da coragem. Era baixo, mirrado, um peito fundo de tísico, braços finos e mãos pequenas, de unhas tratadas. Custava a crer que esse fraco fosse um violento. Todavia, estava lá o testemunho de Ismênia, que, batendo no peito, repetia: “Eu apanhei! Eu!”. Acontece que entre as colegas presentes estava Silene, amiga e confidente de Ismênia. E Silene foi justamente a que se impressionou mais com o episódio. Conhecia vagamente Sinval e a sensação que ficara, de sua figura, foi a de um rapaz como há milhares, como há talvez milhões. De repente sabe que esse cavalheiro, de aparência tão insignificante, bate em mulheres. Sem dizer nada a ninguém, experimenta uma crispação de asco e deslumbramento. Mais tarde, em casa, com a mãe e as irmãs, diz o seguinte:
— Eu acho que, se um homem me esbofeteasse, eu dava-lhe um tiro no boca!
A Doce Pequena
Mentira. Não daria tiro na boca de ninguém. Impossível desejar-se uma alma mais doce, terna e tão incapaz de violência, de maldade. Mesmo sua exaltação fazia pensar na cólera de um passarinho. Durante três dias, não pensou noutra coisa. E pasmava que Ismênia se vangloriasse da bofetada, como se de uma medalha, uma condecoração. No quarto dia, não resiste. Apanha o telefone e liga para o emprego do Sinval. Queria apenas passar um trote, e nada mais. Do outro lado da linha, porém, Sinval, caricioso, mas irredutível, exigia:
— Se não disser o nome, eu desligo.
Ia recuar. Mas deu, nela, uma coragem súbita. Identificou-se: “Sou eu, Silene”. Arrependeu-se imediatamente depois de ter dito. Tarde, porém. E já Sinval, transfigurado, exclamava:
— Silene? Não é possível, não pode ser!
— Sou sim.
E ele:
— Então houve transmissão de pensamento! No duro que houve! Imagine que eu estava pensando em você, neste minuto! Agora mesmo!
Foi por aí além. Transpirando de sinceridade, contou que gostava dela em silêncio, há muito tempo. Com o coração disparado, a pequena indaga: “E Ismênia?”. Foi quase brutal:
— Ismênia é uma brincadeira, um passatempo, nada mais. Você, não. Você é outra coisa. Diferente!
Espantada com essa veemência, Silene quis duvidar. Então, emocionado, ele dramatiza:
— Te juro, pela minha mãe, que é a coisa que mais prezo na vida. Te juro que é pura verdade!
Drama
Silene despediu-se, afinal, com as pernas bambas. O simples fato de ter ligado já a envergonhara como uma deslealdade. Afinal, era amiga de Ismênia e… Pior do que tudo, porém, fora identificar-se. Durante o resto do dia, não fez outra coisa senão perguntar, de si para si: “E agora, meu Deus?”. No telefone, aceitara o convite de Sinval para um encontro no dia seguinte. Mas o sentimento de culpa não a largou, senão no momento em que decidiu: “Não vou, pronto. Não vou e está acabado”. Mas foi. No dia seguinte, pontualmente, estava no local combinado, transida de vergonha. Sinval, num interesse evidente, profundo, foi ainda mais decisivo do que na véspera. Disse coisas deslumbrantes, inclusive, textualmente, o seguinte:
— Te vi, no máximo, umas oito vezes, dez, talvez. Falei contigo pouquíssimo. Mas, assim ou assado, o fato é que te amo, te amo e te amo!
Apaixonada
Ela acreditou. E acreditou porque se passara o mesmo com seu coração. Apaixonara-se, de uma dessas paixões definitivas, reais e mortais. Continuou a encontrar-se com o ser amado, às escondidas. Só não era mais feliz porque pensava na outra. De noite, no quarto, especulava: “No dia em que Ismênia souber…”
Chegou esse dia. E foi, entre as duas, uma cena desagradabilíssima. Sem papas na língua, Ismênia disse-lhe as últimas: “Tu és mais falsa do que Judas”. Branca, o lábio inferior tremendo, Silene sentia-se incapaz de uma reação. A outra terminou, numa espécie de maldição:
— Hás de apanhar muito nessa cara!
Ciúmes
O incidente foi lamentável por um lado e bom por outro. Lamentável, pelo escândalo, pelo constrangimento. Bom, porque esclareceu de vez a situação. Excluída Ismênia, oficializou-se o romance. Os dois puderam exibir, ostentar, em toda a parte, o imenso carinho em que se consumiam. Começaram a freqüentar festas. E, então, surpresa e vagamente inquieta, Silene descobriu o seguinte: Sinval não se incomodava que ela dançasse com todo mundo. Estranhou e passou a interpelar o namorado.
— Você não tem ciúmes de mim?
— Não.
Admirou-se:
— Por quê?
E ele:
— Porque te amo.
Devia dar-se por satisfeita. E, no entanto, sua reação foi outra: estava descontente. Dias depois, suspira: “Eu preferia que tivesses ciúmes de mim”. Sinval achou graça: “Ué!”. Ela, sentindo-se irremediavelmente infantil, repete o que já ouvira, não sei onde: “Sem ciúmes não há amor!”. O rapaz passou-lhe um sermão: “Parece criança!”. Até que, certa vez, a garota resolve ir mais longe. Pergunta ousadamente: “E seu eu te traísse? Tu farias o quê?”. Respondeu, sóbrio:
— Te perdoaria.
— E se eu voltasse a trair?
Foi absoluto:
— Se continuasses traindo, eu continuaria perdoando.
Desfecho
Mas este diálogo, impudente, perturbador, deveria marca-la, e muito. A partir de então, foi outra alma, outra mulher. Era uma menina de modos suaves e bonitos. E, subitamente, passou a chamar a atenção de todo mundo, com atitudes desagradáveis, de escândalo. Nas festas, dançava com o rosto colado; e houve um baile em que bebeu tanto que teve que ser carregada, em estado de coma. Por outro lado, torturava o pobre Sinval, desacatando-o na frente de todo mundo. Ele, serenamente, com uma mesura à Luís XV, submetia-se às piores desconsiderações, incapaz de um revide. Até que, numa festa, ela se cansou desse inofensivo. Na sua cólera, humilhou-o:
— Você não é homem! Se fosse homem, eu não faria de você gato e sapato!
Ela bebera, outra vez, além da conta. Talvez por isso ou por outro motivo qualquer, Sinval limitou-se a sugerir: “Vamos, meu anjo?”. Mas em casa, sozinha, ela imergia numa ardente meditação. Uma noite, vão a uma outra festa. E lá Silene superou todas as leviandades anteriores. Quase à meia-noite, de braço com o par acidental, vai para o jardim. Sinval espera vinte minutos, meia hora, uma hora. E não se contém mais: vai procurá-la. O par, assim que o viu, pigarreou, levantou-se e desapareceu. Silene ergue-se também. Com um meio-sorriso maligno, anuncia: “Ele me beijou”. Sinval não disse uma palavra: derruba a noiva com uma tremenda bofetada. Ela cai longe, com os lábios sangrando. Enquanto ele a contempla e espera, a pequena, de rastros, com a boca torcida, aproxima-se. Está a seus pés. E. súbito, abraça-se às suas pernas, soluçando:
— Esperei tanto por essa bofetada! Agora eu sei que tu me amas e agora eu sei que posso te amar!
Passou. Mas nos seus momentos de carinho, e quando estavam a sós, ela pedia, transfigurada: “Me bate, anda! Me bate!”. Foram felicíssimos.
Originalmente publicado em A vida como ela é…, coluna do autor no jornal “Última Hora” (1951 — 1961).
Mulher, patrão e cachaça!!!
Postado em Homem, Humor, Mulher, Musica, Variedades em 28 de novembro de 2009 por Luis Claudio MeloUm pouco do verdadeiro Samba desse pais
Num barracão da favela do vergueiro
Onde se guarda instrumento
Alí, nóis morava em três.
Quem?
Eu violão da silveira e seu criado,
Ela cuíca de souza
E o cavaquinho de oliveira penteado
Quando o cavaco centrava
E a cuíca soluçava
Eu entrava de baixaria
E a ximantada sambava
Bebia saculejava
Dia e noite, noite e dia.
No barracão quando a gente batucava
Essa cuíca malvada, chorava como ela só
Pois ela gostava demais do meu hit
E bem baixinho gemia
Gemia assim
Como quem tem algum dodói
Tudo aquilo era pra mim
Gemia e me olhava assim
Como quem diz
Alô my boy
E eu como bom violão
Carregava no bordão
Caprichava um lá maior
Mas um dia patrão, que horror
Foi o rádio que anúnciou com o fundo musical
Dona cuíca de souza
Com cavaco de oliveira penteado se casou
E deu uma coisa na carquete
Eu ía quebrá o cavaco
E o pandeiro me falou:
“não seja bobo
Não se escacha
Mulher patrão e cachaça
Em qualquer canto se acha”.
“Não seja bobo rapaz”
“Não seja bobo
Não se escarcha
Mulher patrão e cachaça
Em qualquer canto se acha”.
Mais dicas do Operação S2 (Jaba, sem Jaba)
Postado em Homem, Variedades em 27 de novembro de 2009 por Luis Claudio MeloDicas do Programa operaçãos S2 dadas tanto pela manuela quanto pela Nicole:
Ps:A Nicole acha os Gordinhos interessantes??? Hum Acho que vou ter que ganhar uns kilinhos…
Quando se é Branco Demais pra Dançar Break e Momento Musical
Postado em Humor, Musica, WTF em 27 de novembro de 2009 por Luis Claudio MeloNo primeiro video 2 coisas, Quando se é Branco demais para dançar Break e momento Musical do Dia com Beastie Boys, um grupo de Hip Hop/Rock Formado por Michael Diamond (Mike D), Adam Yauch (MCA), Adam Horovitz (Ad-rock),Michael Schwartz (Mix Master Mike), todos Brancos Azedos e de origem Judaica
Os Beastie Boys foram a primeira banda rap de brancos bem sucedida e um dos poucos projetos dos primeiros tempos do hip-hop que, ainda, granjeiam grande sucesso. O seu rap, influênciado pelo rock e punk, teve um impacto significativo em artistas, quer dentro, quer fora da cena hip-hop.
Quem conhece sabe que os caras são bons. Nos outros Videos os melhores clipes deles, que são verdadeiras aulas de como se faz um clipe ganhando varios premios ,tanto na MTV gringa quanto em outros eventos, com eles e por ultimo a mais classica de Todas, um HINO A VIDA…
Ps: “You gotta Fight for your Right, to PARTYYYYY”
Fãs de Crepusculo PRESTEM ATENÇÃO!!!
Postado em Cinema, FAIL, Humor, Mulher em 26 de novembro de 2009 por Luis Claudio MeloDicas do Operação S2 (Momento Jaba, sem Jaba)
Postado em Homem, Mulher, Variedades em 26 de novembro de 2009 por Luis Claudio MeloSempre que tiverem colocarei as dicas de como se dar bem com mulheres Ditas pelo pessoal do operação S2 aqui…
Seguem os 3 primeiros videos com as Dicas de Manuela Penque.
Ps: Algumas dicas um tanto quanto Úteis, se e ou quando houverem outros colocarei…
Homenagem
Postado em Humor, Musica em 25 de novembro de 2009 por Luis Claudio MeloOntem foi o dia em que fez 18 anos da morte de um dos maiores icones musicais que ja viveram nesse pequeno mundo:

Freddie Mercury, nome artístico de Farrokh Bommi Bulsara (Stone Town, 5 de setembro de 1946 — Londres, 24 de novembro de 1991), foi o vocalista da banda de rock britânica Queen. É considerado pelos críticos e por diversas votações populares um dos melhores cantores de todos os tempos e uma das vozes mais conhecidas do mundo. Morreu de Aids com 45 anos de idade.
Aqui uma homenagem que vi aqui feita por aqueles bonecos que no brasil são conhecidos como Muppets Baby, que poucos savem mas são bonecos e o desenho e uma adaptação ao seu programa nos anos 80:
Bohemian Rhapsody- The Muppets
Ps: Genial!!! E o mundo ficou mais triste em 1991…
Coiso
Postado em Humor, WTF em 25 de novembro de 2009 por Luis Claudio Melo
Ps: Quem nunca passou por algo um pouco parecido???
Pussy Trap
Postado em Homem, Humor em 24 de novembro de 2009 por Luis Claudio MeloNão concordo totalmente, mas uns 30% é verdade
Operação S2!!!
Postado em Homem, Humor, Mulher, Variedades em 23 de novembro de 2009 por Luis Claudio MeloBem Vou divulgar por aqui, o Programa de uma amiga chamado Operação S2 que estreia no canal Multishow nesta quintas feira as 21:30, não só pelo fato dela ser minha amiga (claro) mas porque eu acho que o programa deve ser divertido mesmo. fiquem ai com: como vai ser o programa, a chamada nos comerciais, foto das duas apresentadoras, pros apresentadores fica meu abraço e MANU me chama pra proxima temporada… (foto abaixo e texto retirado do site do multishow)
pode te ajudar. No dia 26/11 estreia o Operação S2, um programa que vai salvar os encalhados do Brasil!
O trabalho é feito em etapas: primeiro elas devem achar o que está acontecendo de errado. Por isso, vão até a casa do encalhado, conhecem sua rotina, vasculham seu armário, dão palpites no visual, na atitude,
olham o Orkut e outras redes sociais das quais ele faz parte etc… Depois disso, é hora de entrar em ação e ajudar o participante tentando achar uma candidata para ele. Para isso, ele só precisa fazer uma coisa em troca: dizer sempre a verdade.
Por isso, caso você não encontre com eles por aí, veja o Multishow e aproveite as dicas para espantar a má fase!
toda quinta, a partir de 26/11, às 21h30
Lua Nova???
Postado em Cinema, Humor, Quadrinhos, Tiras e Afins em 23 de novembro de 2009 por Luis Claudio MeloCRÍTICA DE ARIANO SUASSUNA SOBRE O “FORRÓ” ATUAL
Postado em Humor, Musica, Variedades em 23 de novembro de 2009 por Luis Claudio MeloMesmo respeitando a qualidade profissional de muitos desses músicos e cantores, concordo com o Sr. Ariano Suassuna.
Lutemos então por uma música de qualidade, por meios de comunicação (Televisão e Rádio principalmente) sérios, independentes e comprometidos com a cultura.
“Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!’. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são ‘gaia’, ‘cabaré’, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.
Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões
do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das
bandas.
Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da
turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de ‘forró’, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na platéia’, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
Ariano Suassuna
Observação de um leitor:
O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da Banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de ‘forró’, e Ariano exclamou: ‘Eita que é pior do que eu pensava’. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.
Realmente, alguma coisa está muito errada com esse noss o país, quando se levanta a mão pra se vangloriar que é rapariga, cachaceiro, que gosta de puteiro, ou quando uma mulher canta ‘sou sua cachorrinha’, aonde vamos parar? Como podemos querer pessoas sérias, competentes? E não pensem que uma coisa não tem a ver com a outra não, pq tem e muito! E como as mulheres querem respeito como havia antigamente? Se hoje elas pedem ‘ferro’, ‘quero logo 3′, ‘lapada na rachada’? Os homens vão e atendem. Vamos passar essa mensagem adiante, as pessoas não podem continuar gritando e vibrando por serem putas e raparigueiros não. Reflitam bem sobre isso, eu sei que gosto é gosto… Mas, pensem direitinho se querem continuar gostando desse tipo de ‘forró’ ou qualquer outro tipo de ruído, ou se querem ser alguém de respeito na vida!!
Minha observação:
Concordo com o senhor Ariano Suassuna, mas não só no forró que isso ocorre, claro, temos um grande expoente que é o FUNK que denigre a imagem da mulher. Mas a grande diferença entre o funk e o forró é que o forró (de verdade, por que esses que ele cita na minha opinião NÃO são forró) ja foi e ainda encontra pessoas que tentam fazer o que nosso Rei do Baião tanto presou, Um Pé de Serra honesto e vivo…
Fiquem ai com o REI
Ninguem canta forró nem conta historias como ele:







