Mulher, patrão e cachaça!!!

Um pouco do verdadeiro Samba desse pais

Num barracão da favela do vergueiro
Onde se guarda instrumento
Alí, nóis morava em três.

Quem?

Eu violão da silveira e seu criado,
Ela cuíca de souza
E o cavaquinho de oliveira penteado
Quando o cavaco centrava
E a cuíca soluçava
Eu entrava de baixaria
E a ximantada sambava
Bebia saculejava
Dia e noite, noite e dia.

No barracão quando a gente batucava
Essa cuíca malvada, chorava como ela só
Pois ela gostava demais do meu hit
E bem baixinho gemia
Gemia assim
Como quem tem algum dodói

Tudo aquilo era pra mim
Gemia e me olhava assim
Como quem diz
Alô my boy
E eu como bom violão
Carregava no bordão
Caprichava um lá maior

Mas um dia patrão, que horror
Foi o rádio que anúnciou com o fundo musical
Dona cuíca de souza
Com cavaco de oliveira penteado se casou

E deu uma coisa na carquete
Eu ía quebrá o cavaco
E o pandeiro me falou:

“não seja bobo
Não se escacha
Mulher patrão e cachaça
Em qualquer canto se acha”.
“Não seja bobo rapaz”

“Não seja bobo
Não se escarcha
Mulher patrão e cachaça
Em qualquer canto se acha”.

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