Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra

Nesta obra, Mia Couto transporta-nos para um universo onde sentimos de tal forma o pulsar da África, que chegamos a sentir saudades desse continente, mesmo sem nunca ter estado lá. Este livro mostra a preocupação do autor em preservar algumas tradições moçambicanas, sem referir-se diretamente a questões políticas, mas aflorando os confrontos e conflitos de uma realidade comum a um dos países mais pobres do mundo. Tudo com uma linguagem lúdica, criativa, que não se envergonha nem mesmo de trocadilhos, capaz de fazer lembrar o falar das veredas do sertão de Guimarães Rosa.

“A morte é como o umbigo: o quanto nela existe é a sua cicatriz, a lembrança de uma anterior existência. … E o gesto gasto de Mariano aponta o horizonte: ali onde se afunda o astro é o mpela djambo, o umbigo celeste. A cicatriz tão longe de uma ferida tão dentro: a ausente permanência de quem morreu. No Avô Mariano confirmo: morto amado nunca mais pára de morrer.”
 
“A mulher, doutor, a mulher para ser feliz não necessita de se acriançar. Mas nós, homens, temos essa dificuldade com a alegria. Para ganhar o total riso temos que amiudar o juízo.”

Livia D-X

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