Archive for the Literatura Category

25/05/2011, DIA DA TOALHA

Posted in Ciência, Humor, Infância, Literatura, Variedades on 24 de maio de 2011 by Luis Claudio Melo

Mas o que é o Dia da Toalha?
O Dia da Toalha é um dia escolhido para homenagear o autor da série O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams.

Por que o dia 25/05?
O Dia da Toalha era para ser um dia de luto, mas isso deixaria todos demasiadamente tristes e ninguém trabalharia bem, logo não produziriam bem e então criariam prejuízos para seus chefes que então perderiam lucros e por conseqüência iriam a falência e todos perderiam seus empregos e a economia entraria em colapso. Então tornou-se um modo de demonstrarmos nosso respeito à esse dupal mingo. Primeiramente, havia sido escolhida uma data uma semana depois de seu falecimento, mas como não deu tempo de organizar, passou para duas semanas após. Os fãs então podem perguntar: Por que não 42 dias? e então responderemos: porque 42 dias é muito tempo, alguma nave vogon poderia chegar e eliminar o planeta para a construção de uma via expressa.

E como funciona esse Dia da Toalha?
Simples. Durante o dia todo você deve carregar consigo uma toalha!

Como assim? Carregar uma toalha? Isso seria muito vergonhoso? O que as pessoas iriam pensar?
A idéia é realmente carregar um toalha consigo o dia todo. Você poderá ser criticado ou mesmo considerado louco ou estranho, mas aí, você pode se esconder atrás da toalha até essas pessoas irem embora. Esse tipo de pessoa parece a Terrível Besta Voraz de Traal (este animal acha que se você não pode lhe ver, ele também não pode te ver).

E por quê uma toalha?
Eis o que o Guia do Mochileiro das Galáxias diz sobre toalhas:
A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você – estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoalvemente limpa.

Isso é feito todos os anos?
Desde 2004 sim. Esperamos realizar este ano também, e com mais brasileiros participando.

Poderíamos fazer desta data uma maneira de ajudarmos alguma instituição?
Sim! Douglas Adams era apaixonado pelo meio-ambiente, se você quiser, neste dia poderá ajudar alguma instituição que proteja algum animal.

Onde posso encontrar outros mochileiros que também participarão do Dia da Toalha?
Simples, se você é cadastrado no orkut, visite a comunidade Dia da Toalha 25/05.

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A Devastação de Sharpe

Posted in Literatura on 19 de março de 2010 by Luis Claudio Melo

Segue o trecho de uma mega obra composta por pelo menos 22 livros que conta as historias de um soldado ingles, que conta apenas com sua sorte e seu trabalho arduo para sobreviver durante as guerras Napoleonicas

“… Sharpe jamais havia perdido muito tempo perguntando-se por que alguns homens nasciam para ser oficiais e outros não. Ele havia atravessado aquela fronteira, mas isso não tornava o sistema nem um pouco menos injusto. No entanto, reclamar da injustiça do mundo era o mesmo que resmungar porque o sol era quente ou por que algumas vezes o vento mudava de direção. A injustiça existia, sempre existira e sempre existiria, e o milagre, aos olhos de Sharpe, era que alguns homens, como Hill e Wellesley, mesmo tendo se tornado ricos e privilegiados por meio de vantagens injustas, ainda fossem soberbos no que faziam. Nem todos os generais eram bons, muitos eram tremendamente ruins, mas em geral Sharpe tivera a sorte de ser comandado por homens que conheciam o trabalho. Sharpe não se importava que Sir Arthur Wellesley fosse filho de um aristocrata, que tivesse comprado o caminho das promoções e que fosse frio como o sentimento de caridade de um advogado. O desgraçado narigudo sabia vencer, e era isso o que importava.
E o que importava agora era vencer aqueles franceses….” 

Livia D-X

Ps: Um dos melhores escritores que já li, e uma das historias mais empolgantes tambem…

Jung – Vida e Obra – Uma memória biográfica

Posted in Literatura on 27 de janeiro de 2010 by Luis Claudio Melo

26/11/2003. “Jung – Vida e Obra – Uma memória biográfica”, de Barbara Hannah. O seguinte trecho me impressionou muito:

“Naquele tempo, encontrava-se próximo ao que chamava o ponto médio da vida, o qual situava por volta dos 35 anos. Jung muitas vezes enfatizou que a tarefa da primeira metade da vida seria a de deitar raízes na vida exterior. Ao construir a casa em Kusnacht, Jung havia dado conta dessa tarefa: ele havia adquirido prestígio dentro de sua profissão, tanto na Europa quanto na América, estava casado, a família aumentava e ele tinha agora sua própria terra e sua casa, onde finalmente poderia fixar suas raízes. Com efeito, mudou-se para Kusnacht com o firme propósito de abandonar o exercício exterior de sua profissão para dedicar-se à pesquisa.
Jung costumava dizer que ocorre uma mudança de direção depois do ponto médio da vida, chegando, então, o tempo de estabelecer raízes interiores. O objetivo não é mais o mundo, mas volta-se mais para uma ampliação e consolidação da personalidade. Acima de tudo, a meta da segunda metade da vida deixa de ser o mundo, passando a ser, em última análise, a inevitabilidade da morte. Esse é um objetivo repleto de sentido, muito embora em nossos tempos de materialismo exacerbado habitualmente se ignore tal fato. Isso não quer dizer que deixem de existir as obrigações com a vida na segunda metade dela; acontece que não mais precisamos ir em busca do mundo, por assim dizer, mas quando o mundo vem nos exigir somos obrigados a dar conta daquilo que nos solicita. Com efeito, o próprio Jung, embora não mais buscasse as tarefas de sua profissão, sempre aceitou suas obrigações quando vinham até ele. De modo que, quando deixou de iludir-se de que poderia deixar para trás o seu exercício profissional, ele por fim aceitou esse fato e deu início ao processo vitalício de dividir seu tempo e sua energia entre duas tarefas aparentemente conflitantes: um exercício profissional em expansão e a investigação de um conhecimento esquecido acerca do passado, suas novas idéias e seus escritos.”
 
Relendo em 2007:”Uma das coisas mais perturbadoras para todos os clérigos que levam seu ofício a sério – e para as famílias deles – é o olhar atento e crítico dos fiéis e dos conhecidos a tudo o que eles fazem ou dizem. Geralmente espera-se deles algo diferente, e é difícil sentir-se aceito como um ser humano comum.

Isso, penso eu, no fundo é resultado do fato de o cristianismo ser uma religião cujas metas são inacessíveis, pois ela não concede espaço suficiente para o lado sombrio do homem e, para todos os efeitos, tampouco para o lado sombrio de Deus. Todos os cristão sofrem constantemente de um mal de consciência, por acreditarem que deveriam estar vivendo uma perfeição completamente inatingível. Eles ingenuamente esperam que os clérigos saibam como fazê-lo, daí suas expectativas. Mas, uma vez que tais expectativas são inevitavelmente frustradas, sentem um tremendo sentimento de alívio, ou mesmo triunfo, quando observam as limitações dos pastores e de suas famílias.”

Livia D-X

Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra

Posted in Literatura on 19 de janeiro de 2010 by Luis Claudio Melo

Nesta obra, Mia Couto transporta-nos para um universo onde sentimos de tal forma o pulsar da África, que chegamos a sentir saudades desse continente, mesmo sem nunca ter estado lá. Este livro mostra a preocupação do autor em preservar algumas tradições moçambicanas, sem referir-se diretamente a questões políticas, mas aflorando os confrontos e conflitos de uma realidade comum a um dos países mais pobres do mundo. Tudo com uma linguagem lúdica, criativa, que não se envergonha nem mesmo de trocadilhos, capaz de fazer lembrar o falar das veredas do sertão de Guimarães Rosa.

“A morte é como o umbigo: o quanto nela existe é a sua cicatriz, a lembrança de uma anterior existência. … E o gesto gasto de Mariano aponta o horizonte: ali onde se afunda o astro é o mpela djambo, o umbigo celeste. A cicatriz tão longe de uma ferida tão dentro: a ausente permanência de quem morreu. No Avô Mariano confirmo: morto amado nunca mais pára de morrer.”
 
“A mulher, doutor, a mulher para ser feliz não necessita de se acriançar. Mas nós, homens, temos essa dificuldade com a alegria. Para ganhar o total riso temos que amiudar o juízo.”

Livia D-X

Em casa

Posted in Literatura, Variedades on 7 de janeiro de 2010 by Luis Claudio Melo

Não sou carioca da gema,
E sim da praia de Iracema,
Pertinho da volta da Jurema.
Mas hoje me sinto em casa
Na famosa Ipanema.

Escrito pela Minha Irmã, Cecilia D-X

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Ps: Cearenses com MUITO orgulho…

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Marley e Eu – John Grogan

Posted in Literatura, Variedades on 5 de janeiro de 2010 by Luis Claudio Melo

” ‘Marley me ensinou a viver cada dia com alegria e exuberância desenfreadas, aproveitar cada momento e seguir o que diz o coração. Ele me ensinou a apreciar coisas simples – um passeio pelo bosque, uma neve recém-caída, uma soneca sob o sol de inverno. E enquanto envelhecia e adoecia, ensinou-me a manter o otimismo diante da adversidade. Principalmente, ele me ensinou sobre a amizade e o altruísmo e, acima de tudo, sobre lealdade incondicional.’
Era um conceito interessante que só então, após a morte dele, eu compreendia inteiramente. Marley como mentor. Como professor e exemplo. Seria possível que um cachorro – qualquer cachorro, mas principalmente um absolutamente incontrolável e maluco como o nosso – pudesse mostrar aos seres humanos o que realmente importava na vida? Eu acreditava que sim. Lealdade. Coragem. Devoção. Simplicidade. Alegria. E também as coisas que não tinham importância. Um cão não precisa de carros modernos, palacetes ou roupas de grife. Símbolos de status não significam nada para ele. Um pedaço de madeira encontrado na praia serve. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Um cão não se importa se você é rico ou pobre, educado ou analfabeto, inteligente ou burro. Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. Enquanto eu escrevia a coluna de despedida para Marley, descobri que tudo estava bem à nossa frente, se apenas pudéssemos ver. Às vezes, era preciso um cachorro com mau hálito, péssimos modos e intenções puras para nos ajudar a ver.” 

Livia D-X

Ps: Nunca tive um cachorro, mas concordo com meu pai, é errado criar animais em apartamentos… (Eu acho tá, mas não vou brigar com ninguem por faze-lo…)

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Cheiro de Goiaba

Posted in Literatura on 29 de dezembro de 2009 by Luis Claudio Melo

Conversas de Gabriel García Márquez com Plinio Apuleyo Mendoza

“O casamento, como a vida inteira, é alguma coisa de terrivelmente difícil, que é preciso tornar a começar desde o princípio todos os dias, e todos os dias da nossa vida. O esforço é constante e inclusive estafante, muitas vezes, mas vale a pena. Um personagem de um romance meu diz isso de uma maneira mais crua: “O amor também se aprende.”

 “- Minhas relações com os meus filhos são excepcionalmente boas, como você diz, pelo mesmo que lhe disse da amizade. Por mais consternado, exaltado, distraído ou cansado que esteja, sempre tive tempo para falar com os meus filhos, para estar com eles, desde que nasceram. Na nossa casa, desde que os nossos filhos têm o uso da razão, todas as decisões são discutidas e resolvidas em comum acordo. Tudo se conduz com quatro cabeças. Não faço isso por sistema, nem porque pense que é um método melhor ou pior, mas sim porque descobri de repente, quando os meus filhos começaram a crescer, que a minha verdadeira vocação é de pai: gosto de ser, a experiência mais apaixonante da minha vida foi a de ajudar os meus dois filhos a crescerem e acho que o que fiz melhor na vida não são os meus livros e sim os meus filhos. São como dois amigos nossos, mas criados por nós mesmos.

– Você divide os seus problemas com eles? 

– Se os meus problemas são grandes, tento dividi-los com a Mercedes e com os meus filhos. Se são muito grandes, é provável que recorra também a algum amigo que possa me ajudar com as suas luzes. Mas se são grandes demais, não consulto ninguém. Em parte por pudor e em parte para não passar para a Mercedes e para os meus filhos, e eventualmente para algum amigo, uma preocupação adicional. De modo que os engulo sozinho. O resultado, é claro, é uma úlcera de duodeno que funciona como um sinal de alarme e com a qual tive que aprender a viver, como se fosse uma amante secreta, difícil e às vezes dolorosa, mas impossível de esquecer.”

 “Os dois filhos do casal, Rodrigo e Gonzalo, têm com o pai uma relação excelente: cúmplice e sempre com um rastro de humor de parte a parte. “Onde está o famoso escritor?” brincam ao chegar em casa. Nos países latino-americanos, onde os ricos não têm respeito pelos pobres, nem os brancos pelos pretos, nem os pais pelos filhos, a experiência realizada por Gabriel se situa na direção contrária. Nenhuma explosão de fácil autoridade com os dois rapazes, mas sim um tratamento de rigorosa igualdade quase desde que estavam no berço. O resultado é muito aceitável: donos das suas próprias opções, os dois encaram as pessoas e a vida em geral com uma boa dose de inteligência e humor.”

Livia D-X